Segundo um sujeito (professor universitário, doutorado) que postou em uma lista de software livre que assino. Alterar o regsito do Windows, seja através do editor do registro ou por meio de algum programa, caracterizaria engenharia reversa ou “hacking” do sistema, portanto seria uma violação dos direitos autorais sobre o Windows. Vejam só:
Doutra parte, segundo o que me consta, é padrão nas EULA da MS a existência de clausulas proibindo a engenharia reversa. Assim, se houve intenção da MS em ofuscar a chave do registry que impede a mudança na configuração do navegador padrão, como me parece ser o caso, o processo de DESCOBERTA de qual chave ou chaves são essas, de qual ou quais valores teriam que ser nela(s) escrito(s) para causar a mudança desejada (de configuração de navegador padrão), e não o ato de edição propriamente, poderia ser interpretado, dada a latitude e liberdade que os autores da licença se dão para interpretar os seus termos, como um ato de engenharia reversa.
Diz ainda:
Se alguém descobrir qual e como, e modificar aproriadamente a(s) chave(s) do regsitry na sua cópia do Vista, esse ato, não sendo de conhecimento público, não vai fazer prova contra quem o praticou. A menos, é claro, que haja denúncia, seguida de esforço para apuração dos fatos pelo titular do Vista, e mandado judicial para busca e apreensão da cópia mexida, o que seria bastante improvável. Entretanto, se esse alguém fizer um programa que esse ato, e distribui esse programa, este passa a constituir prova pública da prática de algo que o titular do Vista poderia interpretar como engenharia reversa pelo autor do programa, em violação da EULA da cópia onde esta descoberta ocorreu.
Ainda, se o programa em questão praticar esse ato sem a intermediação do utilitário do SO destinado a manipular o registry, isso poderia ser considerado uma modificação não autorizada do binário do SO (que diz respeito aos direitos de autor do titular do SO), independentemente da questão da engenharia reversa (que diz respeito à EULA de uma cópiado SO). O programa em questão, assim, poderia ser interpretado como algo que viola o direito autoral do titular do SO ao extrapolar as condições impostas pelo dispositivo citado (artigo sexto, inciso IV da Lei do Software Brasileira), já que estaria “integrando” outro navegador ao SO não para uso próprio do autor do programa, mas para qualquer um que o receber e o executar.
Parem tudo! Não instalem mais nada em seus computadores! Não alterem configurações, não troquem o papel de parede, fiquem sem o numlock ativo, não configurem a rede, não instalem drivers, pois vocês estarão violando direitos autorais. Pirataria!!!!
Ora, qualquer idiota sabe (tudo bem, esse daà não sabe) que, via de regra, qualquer programa ao ser instalado no Windows efetua algumas alterações no registro. Tudo para que o Windows saiba que o programa foi instalado, que arquivos e bibliotecas lhe são correspondentes, etc. Em suma, para que funcione corretamente (por mais fictÃcio que isso possa parecer).
O registro do Windows é mais ou menos como um /etc, tem de tudo em configurações do sistema e programas nele instalados. Em tudo de novo que se instale ou de configuração que se altere, ele é alterado. Foi feito para isso. A própria Microsoft publica livros ensinando como ele funciona e como manipulá-lo. Programadores (sic) necessitam dessas informações e até quem faz manutenção deveria conhecê-las.
Xenófobo e paranóico, para não dizer imbecil. E o cara ainda “filosofa” sobre software livre numas listas “pelaÔ…